segunda-feira, 17 de março de 2014

A vida e o tempo.

dizem que o tempo é o maior aliado da vida nos momentos difíceis, sempre ouço dos mais velhos, de Shakespeare, Cazuza, Mario Quintana... Que o tempo é sagrado, é precioso, e pode custar caro se não soubermos aproveita-lo. 
O tempo é o relógio do viver, mas pode ser relativo para a morte, para um sonho, para um pensamento e até mesmo para um amor. 
Quando um alguém chora por outro alguém, sempre vem uma pessoa dizendo ‘’com o tempo passa’’. Ora essa, ainda lembro-me de meu primeiro dia na escola, do estomago embrulhando, o frio na barriga e o medo do que me esperava. Ainda me lembro da dor que senti quando vi meu vô, e melhor amigo, sendo enterrado. Lembro-me das pessoas chorando, lembro-me de tudo, só não sinto o que sentia, mesmo tendo a lembrança do que se passava.
Algumas pessoas vivem uma vida inteira olhando pro relógio, esperando a hora certa. E alguns, morrem sem saber que não há uma hora certa.
Todo sentimento se torna reciclável, quando se tem algo a aprender com ele e com o tempo. Podemos transformar o ódio em algo vago, o amor em uma paixão, a dor em um sorriso. E embora possam reciclar certas coisas, não podemos reciclar as lembranças... o livro da vida vira suas páginas, e nossa história estará pra sempre escrita nele.
As vezes demoramos pra entender o significado da vida, e de certa forma, talvez nunca entenderemos, mas não estamos aqui pra sermos sábios na arte da compreensão, estamos aqui pra ser sábios na arte do viver.
Quando abrir os olhos irá perceber o quão feio o mundo pode estar, e o quão ruim as pessoas podem ser, mas antes de deixar o mundo mais feio, lembre-se que sua vida só depende de suas atitudes.
À cada folha que se vira e cada linha que se preenche, o livro se esgota. A vida e o tempo, o tempo e a vida.


Querida rosa morta.

A ti venho clamar, 
sua morte me trouxe dor,
com ela se foi,
todo nosso amor.

as vezes pense se é justo,
lhe dar com todo carinho,
e lhe ver morrer,
assim, rapidinho.

me desculpe por lhe dar em vão,
nem na agua foi deixada,
e numa agenda qualquer,
tu foi colocada.

vi seu sangue,
naquelas paginas riscadas,
querida rosa morta,
me perdoa pelo que fiz,
mas não importa.
quando tu morrestes,
todo o amor que havia,
se foi embora.

querida rosa morta,
essa dor já não importa,
o que importa,
é que outra rosa morrerá,
e outra dor irá causar.

- Gunnz.


O presente e o futuro é apenas o passado.

Ali só existe o presente e o passado, a cada palavra jogada ao vento um tom de saudade era notável.
a alegria em ter gente presente, se mostrava concreta a cada expressão de esperança em busca de um familiar em meio as poucas visitas.
nunca era tarde, e até mesmo no ultimo minuto era possível notar o olhar de caça, procurando por pessoas que nunca comparecem. 
todos carregam um álbum de fotografias, incrível como amam esses registros, as vezes, a sua unica visita são as fotos que guardam na mesa ao lado da cabeceira da cama.
de trinta anos à quinze, dois.. o tempo se é relativo quando você vive fechado dentro de você.
a vaidade em receber as pessoas se é notável, pela maquiagem, cor das unhas, vestimentas e um sorriso simpático esperando uma pequena prosa para se ganhar o dia.
se existe um bau de histórias, esse bau é um asilo. onde a esperança já se foi, onde a felicidade é baseada no passado, onde os dias não tem horas ou minutos.
o tempo só se mostra presente no olhar daqueles que esperam sua hora conscientes.
naquele mundo, o mundo gira em um só lugar; memória.
a batalha e a glória diária sobre lembranças e pessoas que ali passaram e nunca mais voltaram, um verdadeiro museu mal apreciado. um cinema que conta sempre a mesma história com diferentes personagens,
hoje eles dormem contentes, e amanhã seremos apenas lembranças que ficaram registradas até o ultimo suspiro de cada um...



Anima est immortalis...
Invenire lucis et pacis.


Viestes ao mundo sozinho, uma criatura inocente chegando ao mundo de dementes. Ao tomar discernimento das coisas, e crescer como todos os seres, percebe que está só, sem seus protetores, apenas mais uma pessoa de sangue, se tornando o responsável por ele, porém sem ama-lo. 
A revolta cresce dentro de seu ser, cada dia mais ao observar as famílias felizes e em paz, e ele sem ninguém, a adolescência é quando isso tudo explode, conhece as drogas, e com as drogas foge da realidade que tem nojo e não suporta mais.
A droga se torna uma boa companheira, e com as drogas, vem os amigos que também a usam. Ali, pela primeira vez na vida, acha que construiu um lar, em um local isolado na cidade, rodeado de ''amigos'' bebendo vinho barato e cheirando uma cocaína da boa. Logo mais, conhece uma companheira, e ali ele percebe que não sabe dar amor à alguém, por nunca ter sido amado, percebe que és vazio, um ser calado.
Dia após dia, na mesma rotina de bebida e drogas, os amigos vão se distanciando, e as drogas, mesmo fazendo o efeito que sempre fizeram... à noite, quando o efeito passa, a solidão o abraça e mais uma vez percebe que está sozinho, és o ponto final, o fim do trilho. Curto trilho, este que percorrestes, de uma vida curta, lágrimas, tristeza, revolta e carência. És o fim do sofrimento nesse plano espiritual.
No umbral, procurando o caminho da luz, um dia ele encontrará a saída, mas até lá, seu espirito sofrerá mais um pouco, até se evoluir e conseguir aceitar a luz que o procura no meio da escuridão que sempre viveu.
Anima est immortalis...
Invenire lucis et pacis.

-Gunnz


Lucy ainda se divertia no balanço,
mas August havia cansado de brincar.




A fúnebre vida...
de quem faz as pessoas rirem o tempo todo.
A alma chora por misericórdia,
um passado tão cruel,
abusos,
traumas,
vergonha!
Velas acesas,
imagens de barro,
santos, anjos...
Tudo se aquieta no circo pela noite,
O pobre palhaço chora,
sem ninguém por perto.
Orações,
De joelhos, agora!
Missas,
médicos,
terapia!
Nada, Nada.
Tudo a sua volta,
é triste,
quieto,
vazio,
sombrio.
É o inferno,
é a loucura,
é qualquer coisa,
menos vida,
menos alegria.

O triste verão de 1967

Era uma tarde tranquila no subúrbio de Nova Orleãs, James Wether, o irmão mais velho de Josh Wether, estava o aconselhando, sobre seu pequeno amor platônico do colégio, Josh estava nervoso, mal conseguia chegar perto da garota, suava frio quando ela se aproximava e quando ela o dizia oi, ele gaguejava feito um idiota. Afinal, o primeiro amor de um garoto de 12 anos, é sempre algo que aparenta ser tolo, talvez por ter uma inocência que depois que crescemos, não compreendemos mais, ao ponto de parecer patética.
James dizia ao irmão para ficar calmo, que o mesmo havia acontecido com ele nesta idade, e ao mesmo tempo dizia para aproveitar esta fase, e todas as fases de sua vida, porque ela se passa num piscar de olhos. Obviamente essas palavras pareceram não ter o mínimo sentido pra Josh, mas ele as manteve guardadas.
Alguns dias depois, no aniversário de 18 anos de James, tudo parecia tranquilamente bem, Josh pediu mais alguns conselhos à seu irmão naquela manhã, já que na mesma tarde ele levaria sua amada paquera pra dar uma volta no bosque. Como irmão mais velho, e agora, homem, James deu mais alguns pequenos conselhos ao irmão caçula.
As horas naquele dia, se passaram rápido demais, James no mesmo dia teve seu alistamento obrigatório, e pela noite, tomou um belo porre com seus colegas, mas algo temia todos esses jovens, e eles sabiam o que eram.
Josh voltou chateado daquela tarde para casa, não quis falar sobre, mas talvez seu passeio não tivesse dado muito certo.
A semana que se passou dentro daquela casa, foram uma das semanas mais silenciosas que tiveram, tanto os pais como os dois, viviam calados, pouquíssimas palavras eram ditas.
Tem época na vida da gente, quando sabemos que ninguém é obrigado a ouvir nossos problemas e que ninguém irá nos entender, preferimos permanecer calados, e foi o que aconteceu com aqueles dois naquela semana.
Passado alguns dias, e as coisas voltando ao normal, um triste telefonema chega na casa da família Wether, James fora convocado para ir ao Vietnã, ele mesmo o atendeu, o que não foi uma surpresa pra si mesmo, era o que havia causando conflito em seus pensamentos. Avisando a notícia a seus pais e dizendo ao seu irmão apenas que iria passar uns dias foras viajando com os amigos, partiu rumo a guerra na manhã seguinte.
Aquela semana, ao contrário da que se passara, voou como uma bala, e Josh, numa bela tarde ensolarada, numa simples brincadeira de criança, ganhou um beijo da sua amada, o que o fez se sentir o maioral do mundo, é claro que ele não esbanjou sua felicidade na frente das outras crianças e muito menos na frente dela, e é claro, que ele não iria contar a novidades para seus pais, na mesma hora, Josh se lembrara do irmão e é para ele que deveria contar o que acontecera e como se sentia, foi correndo para casa com a desculpa de que estava atrasado para um compromisso, e infelizmente, ele estava atrasado, não para o compromisso, mas sim para uma noticia, seu irmão James, morrera no Vietnã.
O mundo parou para Josh naquela tarde calorosa e cheia emoção, no mesmo instante, seu coração foi partido, uma dor como uma faca que nos corta o dedo num momento de distração, o mundo já não era mais o mesmo para ele, não podia compreender como o irmão tão jovem morrera num lugar tão horroroso e tão longe, no mesmo momento, ele simplesmente correu, subiu até uma arvore próximo ao bosque, e ficou olhando para o campo, pensando na perda de seu irmão, em como a vida nos da surpresas boas e agradáveis num momento e no outro, nos tira a vontade de viver, pensando tudo isso, Josh se lembrara do que o irmão lhe disse, que deveríamos aproveitar todas as fases de nossas vidas pois o tempo passa rápido, Josh compreendeu que o momento de dor o faria crescer, mesmo sem entender o porquê, e se perguntando onde seu irmão se encontrava agora. avistara no campo, uma borboleta, voando de ponta em ponta da grama alta, até se perder no meio delas. Talvez era assim que James estava, como uma borboleta, Voando num lugar bonito, de pouco em pouco até se perder no caminho que lhe espera.
Para Josh, e a família, aquele verão ficaria marcado pro resto de suas vidas, e infelizmente, nenhum outro verão ou qualquer estação, teriam o amado James Wether de volta.
Não somos donos do tempo, mas somos donos das nossas atitudes... aproveite ao maximo o tempo com quem você ama.


Deixe levar.

Nas águas do tempo que correm pela minha memória, sinto uma leve brisa do vento vinda direta do céu. Olhar as estrelas numa noite, é como ver que nós, não conhecemos nossa grandeza perante o universo. 
Tem uma coisa que se chama amor, que leva o homem a tocar o mais fundo de sua alma, é esse toque que leva aonde não sabemos chegar. 
Há exatamente um ano, nessa mesma hora, duas vidas 
estariam se mudando por completo, em uma casa vizinha, em uma casa amiga, uma história de amor começava da maneira mais cômica possível. Ao som de California Dreamin' do The Mamas e The Papa's e Tiny Dancer de Elton John, coisas aconteciam na sala. Além das latas de cerveja espalhadas por todo o recinto e o cheiro de cigarro no quarto, também havia uma carta, a primeira carta dessa história, que se perdeu no tempo. Mas que me recordo de alguns detalhes.
Existem os fantasmas dos dias passados, talvez eu não acredite muito nessa história, o que nos prende a ele, é nosso próprio coração. Vovó já dizia que o mais quente café que se faz no bule é aquele que mais irá fazer cheiro no vizinho, comparei isso com o amor.
Acontece que, existe uma coisa que não podemos mudar quando vemos uma história de amor, e essa coisa se chama saudade. Quando algo muito, muito forte acontece de uma forma tão inexplicável e marcante, é como se as estrelas estivessem com o seu tempo curto a brilhar no céu e apagarem de uma unica vez.
O que seria um simples carnaval em fevereiro de 2013, se tornou um dos dias mais marcantes de minha vida, e de muitos que presenciaram essa história naquele dia.
O desfecho que isso tomou, deixarei o vento soprar e cada um interpretar da maneira como os ventos uivam tarde da noite, porem eu sei, que hoje... eles sopram do sul, bem lá do passado, já que agora caminho pro Norte. Eles foram muito claros com uma unica mensagem; um ciclo acaba, mas outro se inicia.
Deixe a saudade pra quando olhar as estrelas, pense que cada uma delas levará um pouquinho do que tem contigo, e assim, quando não houver nuvens, basta olhar o céu e elas estarão lá, esperando por você.

Deixe levar,
quando quiseres,
és só buscar. 

(se queres ler essa história com a verdadeira essência, ouça:http://www.youtube.com/watch?v=rRI0n4FkW9Y&hd=1


Promessas 

Há quem diga, que dois jovens apaixonados, costumam se prender em meio a uma garrafa vazia em um infinito oceano. De tão tolos, fazem promessas que não poderão cumprir, mas que pelo calor do momento, batimento do coração e uma leve ajuda dos ventos, se jogam ao mar, com todos os sonhos dentro de uma garrafa.
É a viagem mais linda que existe, dizem que não se acha passagens assim, tão fácil, e nem garantem que o destino seja concluído. Mas todos pagam o preço, porem não é com papeis que tem valor, e sim com a promessa de uma eternidade de amor.
Aos poucos ela vai indo embora, deixando as águas a levarem, demorando dias e mais dias, até chegar a um destino que nem um, nem outro gostaria de chegar.
No final, a promessa nunca é cumprida, e a viagem da garrafa chega ao fim. O amor continua, mas os caminhos se separam.
Até que de maré em maré, as ondas vão deixando aquela dor cada vez mais distante, mas por ser um oceano infinito, não importe o tempo... sempre deixará uma dorzinha, devido as ondas do ontem que lhe atingirão amanhã.

,Gunnz.



''Apenas duas almas perdidas, sem lugar pra ir... 
apenas vivendo o hoje, sem possuir o amanhã... 
Não existe limites quando não há medo de se perder...

Ame intensamente como se fosse o ultimo dia de sua vida...''

Gunnz.
Ah, o amor.

Sentimento mais puro e bonito que existe, amor é vida.
Ninguém vive sem amar, é a unica corrente que nos mantem em equilíbrio.
Viva amando.
Morra, deixando seus amores com boas lembranças de você.
Quando se faz bem à um coração,
não importa o tempo que passe,
ele sempre baterá forte por você.

Gunnz´