O triste verão de 1967
Era uma tarde tranquila no subúrbio de Nova Orleãs, James Wether, o irmão mais velho de Josh Wether, estava o aconselhando, sobre seu pequeno amor platônico do colégio, Josh estava nervoso, mal conseguia chegar perto da garota, suava frio quando ela se aproximava e quando ela o dizia oi, ele gaguejava feito um idiota. Afinal, o primeiro amor de um garoto de 12 anos, é sempre algo que aparenta ser tolo, talvez por ter uma inocência que depois que crescemos, não compreendemos mais, ao ponto de parecer patética.
James dizia ao irmão para ficar calmo, que o mesmo havia acontecido com ele nesta idade, e ao mesmo tempo dizia para aproveitar esta fase, e todas as fases de sua vida, porque ela se passa num piscar de olhos. Obviamente essas palavras pareceram não ter o mínimo sentido pra Josh, mas ele as manteve guardadas.
Alguns dias depois, no aniversário de 18 anos de James, tudo parecia tranquilamente bem, Josh pediu mais alguns conselhos à seu irmão naquela manhã, já que na mesma tarde ele levaria sua amada paquera pra dar uma volta no bosque. Como irmão mais velho, e agora, homem, James deu mais alguns pequenos conselhos ao irmão caçula.
As horas naquele dia, se passaram rápido demais, James no mesmo dia teve seu alistamento obrigatório, e pela noite, tomou um belo porre com seus colegas, mas algo temia todos esses jovens, e eles sabiam o que eram.
Josh voltou chateado daquela tarde para casa, não quis falar sobre, mas talvez seu passeio não tivesse dado muito certo.
A semana que se passou dentro daquela casa, foram uma das semanas mais silenciosas que tiveram, tanto os pais como os dois, viviam calados, pouquíssimas palavras eram ditas.
Tem época na vida da gente, quando sabemos que ninguém é obrigado a ouvir nossos problemas e que ninguém irá nos entender, preferimos permanecer calados, e foi o que aconteceu com aqueles dois naquela semana.
Passado alguns dias, e as coisas voltando ao normal, um triste telefonema chega na casa da família Wether, James fora convocado para ir ao Vietnã, ele mesmo o atendeu, o que não foi uma surpresa pra si mesmo, era o que havia causando conflito em seus pensamentos. Avisando a notícia a seus pais e dizendo ao seu irmão apenas que iria passar uns dias foras viajando com os amigos, partiu rumo a guerra na manhã seguinte.
Aquela semana, ao contrário da que se passara, voou como uma bala, e Josh, numa bela tarde ensolarada, numa simples brincadeira de criança, ganhou um beijo da sua amada, o que o fez se sentir o maioral do mundo, é claro que ele não esbanjou sua felicidade na frente das outras crianças e muito menos na frente dela, e é claro, que ele não iria contar a novidades para seus pais, na mesma hora, Josh se lembrara do irmão e é para ele que deveria contar o que acontecera e como se sentia, foi correndo para casa com a desculpa de que estava atrasado para um compromisso, e infelizmente, ele estava atrasado, não para o compromisso, mas sim para uma noticia, seu irmão James, morrera no Vietnã.
O mundo parou para Josh naquela tarde calorosa e cheia emoção, no mesmo instante, seu coração foi partido, uma dor como uma faca que nos corta o dedo num momento de distração, o mundo já não era mais o mesmo para ele, não podia compreender como o irmão tão jovem morrera num lugar tão horroroso e tão longe, no mesmo momento, ele simplesmente correu, subiu até uma arvore próximo ao bosque, e ficou olhando para o campo, pensando na perda de seu irmão, em como a vida nos da surpresas boas e agradáveis num momento e no outro, nos tira a vontade de viver, pensando tudo isso, Josh se lembrara do que o irmão lhe disse, que deveríamos aproveitar todas as fases de nossas vidas pois o tempo passa rápido, Josh compreendeu que o momento de dor o faria crescer, mesmo sem entender o porquê, e se perguntando onde seu irmão se encontrava agora. avistara no campo, uma borboleta, voando de ponta em ponta da grama alta, até se perder no meio delas. Talvez era assim que James estava, como uma borboleta, Voando num lugar bonito, de pouco em pouco até se perder no caminho que lhe espera.
Para Josh, e a família, aquele verão ficaria marcado pro resto de suas vidas, e infelizmente, nenhum outro verão ou qualquer estação, teriam o amado James Wether de volta.
Não somos donos do tempo, mas somos donos das nossas atitudes... aproveite ao maximo o tempo com quem você ama.

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