segunda-feira, 17 de março de 2014

Anima est immortalis...
Invenire lucis et pacis.


Viestes ao mundo sozinho, uma criatura inocente chegando ao mundo de dementes. Ao tomar discernimento das coisas, e crescer como todos os seres, percebe que está só, sem seus protetores, apenas mais uma pessoa de sangue, se tornando o responsável por ele, porém sem ama-lo. 
A revolta cresce dentro de seu ser, cada dia mais ao observar as famílias felizes e em paz, e ele sem ninguém, a adolescência é quando isso tudo explode, conhece as drogas, e com as drogas foge da realidade que tem nojo e não suporta mais.
A droga se torna uma boa companheira, e com as drogas, vem os amigos que também a usam. Ali, pela primeira vez na vida, acha que construiu um lar, em um local isolado na cidade, rodeado de ''amigos'' bebendo vinho barato e cheirando uma cocaína da boa. Logo mais, conhece uma companheira, e ali ele percebe que não sabe dar amor à alguém, por nunca ter sido amado, percebe que és vazio, um ser calado.
Dia após dia, na mesma rotina de bebida e drogas, os amigos vão se distanciando, e as drogas, mesmo fazendo o efeito que sempre fizeram... à noite, quando o efeito passa, a solidão o abraça e mais uma vez percebe que está sozinho, és o ponto final, o fim do trilho. Curto trilho, este que percorrestes, de uma vida curta, lágrimas, tristeza, revolta e carência. És o fim do sofrimento nesse plano espiritual.
No umbral, procurando o caminho da luz, um dia ele encontrará a saída, mas até lá, seu espirito sofrerá mais um pouco, até se evoluir e conseguir aceitar a luz que o procura no meio da escuridão que sempre viveu.
Anima est immortalis...
Invenire lucis et pacis.

-Gunnz


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